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Adaptação Escolar: Um novo olhar a este desconhecido!

            Imagine seu pequenino que, sempre esteve rodeado de pessoas da família, nunca saiu de casa sem os pais, de repente vê-se em um ambiente novo, cheio de crianças e “moças” desconhecidas. Pois é, só de pensar dá um friozinho na barriga, não é. Para nós, adultos, é um estresse lidarmos com o novo, o que pensar quando se trata de uma criança, sem mencionar que fatalmente nos recordaremos de nossa infância e das experiências vividas nesta fase. O período inicial escolar é conhecido como “a fase da adaptação escolar”. É o processo pelo qual toda criança passará e é perfeitamente normal ser um período cheio de angústias e insegurança. Esta é uma fase de transição, onde não só a criança “aprende” a conviver com outras pessoas, ou em linguagem profissional, aprende a socializar-se, mas como também os pais “aprendem” a conviver longe dos filhos. Esse é um período de estrema importância, pois é nesta fase que a criança começa a adquirir autonomia e entende que há “um montão de mistérios a serem desvendados”, ou melhor, há um mundo novo para ser descoberto.

            A adaptação escolar pode variar de criança para criança, não importando a idade ou a experiência já adquirida, contudo, esse período vem se tornando cada vez mais tranquilo, devido às novas estratégias para cativar os pequenos e principalmente para acalmar a ansiedade dos pais. Aliás, por vezes, os pais acabam tendo mais dificuldades na adaptação do que os próprios filhos. O vínculo: criança/pais/escola pode ser lento, por isso é preciso ter paciência, tranquilidade e diálogo, afim de que sejam sanadas todas as dúvidas e angústias. Os pais devem estar atentos para que não transpassem suas inseguranças aos filhos.

Sabe-se que a criança aprende por imitação, ela percebe tudo ao seu redor, sendo assim é errôneo imaginar que os pequeninos não entendem nada, isso é mito! Eles sabem/sentem tudo o que ocorre a sua volta. O adulto é o “porto seguro” é quem mostra o certo e o errado e durante o processo de adaptação se algo estiver “errado” com os pais elas perceberão e com certeza irão entender que aquele lugar não é bom para ela, prolongando assim essa fase de adaptação.

Você deve estar se perguntando: Qual a melhor maneira de proceder? Com o diálogo é claro! Procure conhecer os profissionais que terão contato direto com seu filho, converse, tire dúvidas, pergunte tudo, por mais bobo que pareça o questionamento, estabeleça um canal direto com a vida escolar do seu pequeno, mesmo depois da fase de adaptação. As reuniões são relevantes, a criança precisa saber que os pais se importam com ela, de nada adiantará pagar o melhor colégio se os pais estão ausentes.

Algumas “dicas” podem auxiliar neste momento único na vida de cada um:

● Primeiramente, como já mencionei, a segurança é primordial para o bom andamento da adaptação;

● A escolha da instituição educacional: A educação não deve ser tratada como mercadoria, que se compra pelo preço acessível ou aparência, afinal sabemos que “o barato pode sair caro” e “por fora bela viola, por dentro pão bolorento” ou ainda “beleza não põe à mesa”. É importante se ter em mente o que se deseja para o futuro do seu filho e aliar qualidade com possibilidades;

● Na hora de levar seu filho para a escola procure deixar apenas uma pessoa encarregada desta tarefa;

● Estabeleça rotinas;

● Não se atrase ao buscá-la evitando que a criança adquira um sentimento de “abandono”, pois ela verá outros pais vindo buscar seus filhos (no caso seus amiguinhos) no horário combinado;

● Não tente “enganar” a criança, o que parece viável em um determinado momento pode ser prejudicial em negociações futuras.

● Evite interrogatórios, algumas crianças não gostam de contar suas experiências escolares. A melhor saída é um diálogo tranquilo, sem pressão. Respeite este momento da criança.

Por fim sempre que sentir a necessidade de saber como anda o desenvolvimento de seu pequeno aproveite a parceria Escola/Pais, com certeza a escola de seu filho estará sempre de portas abertas.

 

            Camila Giangrossi Meleke – Pedagoga/ Pós graduanda em psicopedagogia