O que fazer quando seu pequeno sente medo?

 

O que fazer quando seu pequeno sente medo?

É praticamente unânime, toda criança, em algum período de sua vida, passa por uma situação de temor. Um exemplo clássico: ao colocar seu filho na cama, ele diz que ali não pode dormir, pois tem um monstro debaixo da cama! E aí, o que você faz? Ri e mostra que não há nada em seu quarto ou deixa que a criança durma com você?

Na visão de especialistas, as duas opções estão fora de questão. Para lidar com os medos infantis, é preciso oferecer segurança e respeito. “Subestimar os medos é proibido”, isso só vai piorar as coisas.

O medo é um sentimento natural e esperado, tanto em crianças como em adultos – a diferença, é que muitas vezes os temores infantis são meramente imaginários, o que não justifica a falta da devida atenção. O temor é um sinal de que algo de ameaçador pode acontecer, levando o indivíduo a evitar correr riscos desnecessários. Sua ausência, em certas idades, pode se tornar preocupante: “se a criança não desenvolve um certo receio de cães, por exemplo, ela irá brincar com todos os peludinhos que encontrar pela frente, contudo, sabe-se que nem todos são sociáveis e provavelmente esta criança poderá sofrer com a mordida canina, ou ainda, se ela não tem medo de altura, poderá engatinhar até a beira da cama e cair.

Estudiosos explicam que a fase natural dos medos ocorre entre os 3 e 5 anos, os mais comuns são: medo de trovão, do escuro, de monstros ou dormir sozinhos. A tendência é desaparecer os temores, com o amadurecimento emocional, entretanto, o papel dos pais, nesta fase, é fundamental.

Como ajudar a criança a superar …

 Respeito e apoio são importante, porém não são suficientes. Ao lidar os medos, deve haver uma certa coerência, ou seja, não adianta dizer que o Homem do Saco não existe, se na manhã seguinte o mesmo Homem do Saco virá pegar a criança caso ela não coma toda sua comida.

A compreensão é outro fator relevante, mostre a seu filho que é comum e perfeitamente normal sentir medo, explique que todo mundo sente medo de alguma coisa, inclusive o papai e a mamãe. “Converse bastante com seu filho, essa é uma boa estratégia, para descobrir e amenizar ou até extinguir o medo”. Fique atento, muitas vezes a criança não expõe os sentimentos, apenas passam a evitar as situações que lhe causam desconforto, todavia, quando a criança é muito pequena, fica difícil reconhecer o que a assusta, neste caso tente eliminar hipóteses, crie cenários variados, afim de identificar o problema, questione, por exemplo, ‘ e se eu deixar a luz acesa, é legal? E se eu ficar com você um pouquinho? E quando você dorme na casa da vovó com é…?’

Como diferenciar a fobia do medo natural

 Nem sempre os pais conseguem tranquilizar seus filhos, neste caso faz-se necessário procurar ajuda de um profissional, isso ocorre quando o medo é exessivo, a ponto de prejudicar o contato social, o escolar ou até o lúdico, contudo, a linha que separa o medo natural da fobia varia de criança para criança. Por isso, observe mudanças bruscas de comportamentos, problemas físicos ou mudanças de humor, estes são alguns indicadores de que o medo passou dos limites.

Conheça os medos comuns de cada faixa etária…

Dos 0 aos 6 meses: o medo está relacionado aos fortes ruídos e a perda da segurança.

Dos 7 aos 12 meses: A criança passa a estranhar as pessoas e surge o medo de altura.

1 ano: Nesta fase, a criança tem medo da separação – manifesta-se quando há o distanciamento dos pais – pode ocorrer também o medo de se machucar.

2 anos: O temor é pelos ruídos fortes (aspirador de pó, ambulância, trovão), teme entrar em salas escuras (cinema ou teatro).

3 anos: Surge o medo do escuro, medo de máscaras ou rostos cobertos (palhaço, fantasias).

4 anos: A criança pode desenvolver o medo de animais e ruídos noturnos.

5 anos: Surge o medo de “pessoas más” (ladrão, homem do saco).

6 anos: É a fase dos medos fantásticos ( fantasmas, bruxas), surge também o medo de dormir sozinho.

Enfim, o importante é respeitar e acolher a criança, em cada fase de sua vida, fazendo assim, com que ela sinta segurança e viva cada período de forma plena e tranquila.

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O que há por trás de um inocente “make”

Um salão de beleza cheio, com gente atarefada, indo de um lado para o outro. Seria uma preparação para um casamento ou formatura… Ledo engano! Esta pode ser a descrição de uma festa de aniversário de uma criança que pode ter entre dois e sete anos.

A maquiagem tomou conta do universo infantil, as meninas já não saem de casa sem fazer um “make”. O que antigamente era brincadeira – o imitar “gente grande” – atualmente, deixa o Brasil nos primeiros lugares de países que mais vendem cosméticos especializados para o público infantil.

Não é por acaso que as indústrias usam em seus comerciais cantoras e apresentadoras de TV para atrair e “seduzir” as pequenas, entretanto, especialistas alertam sobre os perigo do uso precoce de cosméticos. Dermatologistas afirmam que a pele infantil é sensível, por isso absorve uma quantidade maior de substâncias contidas na maquiagem, podendo, desta forma, causar problemas sérios de reações alérgicas.

Geralmente, produtos pueris não contém substâncias consideradas “pesadas”, o problema é quando a mãe empresta à filha seus produtos, o que ocorre com frequência.

Cuidados: O melhor é usar maquiagem aprovada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), específica, preferencialmente aquela que sai facilmente com água, contudo, devem ser usados com moderação, alguns até têm sabor desagradável, justamente para que a criança não levem à boca.

Ser Menina Mulher não é bom – O uso precoce e exagerado de cosméticos pode levar a criança a não mais querer sair de casa sem estar maquiada, ou ainda ter pensamentos como: ser bonita é “estar maquiada” ou “andar na moda”, havendo assim o risco da erotização precoce ou até mesmo desencadear problemas de auto estima.

A maquiagem, nas pequenas, deve ser utilizada apenas em momentos especiais, a vontade é natural, todavia, cabe aos pais dar-lhes limites.

Por isso o caminho a ser tomado é o diálogo, os pais devem explicar que ser criança, brincar, se sujar é pertinente à infância, essa fase é saudável e deve ser vivida plenamente. É relevante também não deixar que se torne hábito as brincadeiras com maquiagem, deve haver firmeza por parte dos genitores.

Toda menina sonha em ser a Barbie, isto é perfeitamente natural, porém, é papel dos pais explicar o momento certo para este ou aquele comportamento.

Avós e Netos – Uma relação mágica ou um sinônimo de deseducação?

 

Por vezes, deparamo-nos com “provas” dos caprichozinhos dos avós, que nunca permitiríamos, mas será que isso é motivo para tanta preocupação?

Na visão dos avós, ter um neto é uma das coisas mais sublimes que se pode ter na vida. Os avós vivenciam, novamente, o “ser pais”, desta vez, com muito mais experiência, sensatez e sabedoria. Somente nossos pais têm a capacidade de contrariar nossas regras com tanta naturalidade. Entretanto, não há motivo para tanta inquietação – os avós não deseducam nossos filhos, eles apenas cumprem seu papel – são simplesmente avós, não têm as mesmas preocupações que os pais, apenas querem deleitar-se da companhia dos pimpolhos.

Para que haja um bom convívio familiar, faz-se necessário, primeiramente, um bom relacionamento entre avós e filhos. Mesmo não aprovando a(o) companheira(o) de seu(sua) filho(a), procure apoiar e respeitar todas as decisões e regras por eles préestabelecidas – em relação às crianças.

Procure ajudá-los, uma vez que a chegada de um bebê muda radicalmente a vida do casal. O estresse de uma gravidez, por exemplo, desgasta tanto o homem quanto a mulher e toda ajuda neste período, será bem vinda. Contudo, muito cuidado! Não exceda a solidariedade, pois, de acordo com o ditado popular: “Seu limite termina quando começa o limite do outro”.

Relação Avós e Netos

 Sabe-se que a educação e formação dos filhos é tarefa única e exclusiva dos pais, são eles que planejam o “como, onde, quando e de que forma” educar, todavia, os avós podem e devem apoiar e auxiliar nesta tarefa.

Com o excesso de atribuições diárias dos pais, muitas vezes os netos passam a maior parte do tempo com os avós e é totalmente compreensível que a criança acabe confundindo as coisas. Outro fator relevante é o tempo e a paciência que os avós delegam aos netos, além da flexibilidade com as catástrofes do cotidiano.

Desde que os pais saibam manter seu posto de “capitães” do barco, não há nenhum problema em os avós defrutarem do posto de “coronel aposentado”. Avós não educam, porém, não devem ficar alheios ao comportamento dos netos, nada de permitir ou deixar para lá as travessuras ou malcriações, os avós também devem combinar regras e expor ideias quanto aos limites.

É importante que pais e avós não discutam sobre a educação das crianças na frente delas. Surgiu um problema? É justo que os pais exponham seus pontos de vista e que os avós reflitam sobre o assunto. “Vovô, seja tolerante e sapiente, pois tudo se resolverá”.

A relação avô/avó e neto ultrapassa qualquer outra relação familiar, é como um “elo mágico”, que ocorre naturalmente.

Por isso, não necessita de mimos excessivos, e sim de um tempo de qualidade, quantas aventuras podem ser feitas ou quanta coisa um(a) avô/avó pode ensinar à seu neto.

“Aos olhos de um neto, os avós são considerados como segundos pais, segundos professres e sempre como primeiros melhores amigos!”.