Fazendo História e Política…

 

            Como não poderia deixar de ser, senti a necessidade de escrever algumas palavras sobre os novos acontecimentos: Os manifestos, que desde a última semana veem modificando o cenário brasileiro. Um misto de descontentamento e euforia tomou conta dos cidadãos, que saíram às ruas a fim de protestar. O estopim da ‘coisa toda’ foi o aumento das passagens do transporte coletivo público e não o início, como a mídia diz. A realidade é que o brasileiro está cansado de tanta inércia dos governantes, de tanta sujeira advinda de políticos corruptos e da maquiagem que se faz com o dinheiro público, arrecadado com os impostos exorbitantes no qual temos que ‘engolir’ e o que bastou para a insatisfação geral foi o direito de ir e vir do cidadão, o valor das passagens do transporte coletivo. O brasileiro está fazendo história nesse momento, aliás um momento surreal, pois não se esperava evento de tamanha grandeza. Desta forma, vale ressaltar que os acontecimentos são maravilhosos, frutos de uma democracia e se deve sim manifestar o descontentamento, afinal quem está no poder foi eleito pelo povo e deve agir em prol de quem o colocou lá, entretanto, ouve-se falar em manifestos despolitizados, sem bandeiras partidárias ou coisa assim. Calma lá, faz-se necessário entender alguns propósitos antes de criticá-los. Primeiramente, é preciso compreender o que são os famosos dizeres: Esquerda e Direita, bastantes comentados nos últimos dias. Pois bem, Direita e Esquerda são termos que surgiram com a Revolução Francesa, onde o rei Luis XVI, para se organizar melhor propôs eleições, a fim de realizar uma reforma que aplacasse a crise que a França enfrentava naquela época, desta forma, em suas reuniões acabou distribuindo os presentes. Na ala da direita, do plenário, ficavam integrantes do funcionalismo real, os nobres proprietários de terras, os burgueses enriquecidos e alguns clérigos. Na ala da esquerda, no mesmo local, ficavam os membros da pequena e média burguesia e demais simpatizantes da reforma em questão. Em suma, os chamados de “direita” representam a classe dominante e a conservação dos interesses da elite e os chamados de “esquerda” representam uma orientação reformista baseada em conquistas e benefícios às classes sociais menos favorecidas. Concluindo, Direita e Esquerda são uma maneira de se classificar posições políticas, ideológicas ou partidos políticos legais. Voltando a falar sobre as manifestações, cabe lembrar que suas bases são fundamentadas em ideais de esquerda, ou seja, estamos lutando por melhorias no valor do transporte público, o estopim, seguido de muitas outras reivindicações, que a meu entendimento está um tanto vago. Ninguém sabe ao certo o que se está buscando e como tudo isso vai terminar. Partindo dessa premissa, faz-se necessário ter uma pauta, ter certeza das reais reivindicações, é preciso liderança e organização. Sair na rua por sair, para fazer festa, pode ser perigoso, é preciso conhecimento de causa, e o que sempre digo: É preciso leitura, muita leitura e se não entender, leia mais um pouquinho. Sabe-se do poder de manipulação que a classe dominante e as mídias possuem, por isso deve-se ficar atento ao que elas desejam que nós façamos. Estar lutando por ideais e melhorias é sim fazer política (política nada mais é do que ser favorável a um assunto e contrário a outro), querendo ou não as pessoas estão nas ruas fazendo política e escrevendo um pedacinho da história. Acredito que as reais mudanças começam nas urnas, não adianta nada protestar nas ruas, enfurecido com os governantes e querer tirá-los do poder a todo custo, estão lá pelo voto, nós os colocamos lá, cabe reivindicar o que se está realizando pelo bem comum, de que maneira empregam o dinheiro público, como conduzem a saúde, a educação, o transporte coletivo público, como conduzem a criação de Leis e projetos de Lei. Por isso vá para as ruas lutar, contudo, lute com consciência, saiba exatamente o que você quer, lute por um país melhor, não se esqueça da nossa democracia, nada de pedir intervenções militares, de pensar que ser apartidário é bacana, o problema não são os partidos e sim as pessoas, ajam com racionalidade e nas próximas eleições não se deixem influenciar pela mídia.  

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20 de Maio – Dia do Pedagogo

20 de Maio – Dia do Pedagogo

“Educar é semear com sabedoria e colher com paciência”

                                                                                  Augusto Cury

            Atualmente, muito se houve falar na profissão de pedagogo, entretanto, por vezes não se sabe ao certo quais funções exercem este profissional.           Primeiramente, faz-se necessário uma viagem ao passado a fim de redescobrir o pedagogo, esta palavra (segundo historiadores) era utilizada no século V a. C., onde a educação da criança se iniciava aos 7 anos de idade. As meninas permaneciam no gineceu, local da casa onde as mulheres se dedicavam aos afazeres domésticos, já os meninos obrigatoriamente se desligavam de suas mães para iniciar a alfabetização e a educação física e musical. Esta criança era sempre acompanhada por um escravo que, por sua vez era conhecido como pedagogo. Portanto a palavra origina-se de outra palavra: paidagogos, que significa literalmente “aquele que conduz a criança” (pais, paiadós, “criança”; e agogós “que conduz”).

            Percebe-se que, ao longo da história, houve algumas modificações na função do pedagogo, hoje o pedagogo tem dois relevantes campos de atuação: a administração e o magistério. Organiza e desenvolve atividades e materiais voltados para a educação básica. Sua atuação se dá principalmente no ensino infantil e fundamental, no entanto, pode-se atuar também em áreas de coordenação de equipes, acompanhamentos, orientação e gestão de escolas ou sistemas de ensino, atuam também na elaboração e análise de materiais didáticos (livros, vídeos, programas computacionais, entre outros). Contudo o significado da palavra perante sua atuação pode-se dizer que ainda é o mesmo de outrora, uma vez que o pedagogo ainda conduz a educação da criança, agora de uma maneira abrangente.

            O pedagogo também ganhou espaço em hospitais (atua em brinquedotecas e/ou atividades que proporcionem o bem estar dos doentes ou mesmo o acompanhamento pedagógico de crianças que necessitam do afastamento escolar), museus, televisão e grandes empresas (por exemplo: Coca-Cola, Natura, Bradesco, Banco do Brasil etc.) onde atuam na educação corporativa ou mesmo em setores voltados à educação.

            O indivíduo que possui interesse em se tornar um pedagogo, deverá cursar o ensino superior em Pedagogia, este curso tem duração, geralmente, de quatro anos, podendo variar um pouco dependendo da instituição. Em seguida há um leque de especializações para o aprimoramento da profissão.

            O bom profissional, prima por qualificar continuamente o seu ofício, se atentando ao mercado de trabalho e suas exigências. Uma boa idéia de atualização é buscar por fontes de conhecimento, tais como revistas especializadas, estudo de novos métodos de ensino, participar de seminários, conferências, palestras, além de estar “ligado” nas novas tecnologias de informação.

            A profissão, de acordo com o site de educação do IG, ainda não é regulamentada, contudo, há dois projetos de Lei ( nº4.746 de 1998, na Câmara dos Deputados, e de nº 196, de 2009, no Senado Federal) que buscam regularizar o exercício da profissão de pedagogo, estabelecendo limites e anunciando a criação do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Pedagogia, assim como em outras profissões. Por isso pedagogo, fica a dica: atualize-se, busque seus direitos, seja responsável8 e acima de tudo ame sua profissão, seu ofício, pois sem ela poderá não haver tantas outras…

            “A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.”

                                                                                                                      John Dewey

 

 

Amigos! Desde os tempos de infância…

 

         Não é segredo a ninguém que fazer amigos não é tarefa fácil, principalmente, se trata de amigos reais, daqueles que “estarão lá para o que der e vier”, haja visto que, atualmente, as amizades são basicamente virtuais ou ainda, colegas de profissão. Sabe-se que ao nascer o cérebro não está totalmente desenvolvido, desta forma as partes que agem sobre o pensamento e as lembranças, bem como o comportamento emocional e social, ainda não se consolidaram, assim esse desenvolvimento ocorre ao longo dos primeiros anos de vida. Por isso o contato com outras crianças da mesma idade torna-se crucial, uma vez que, ser e fazer amigos também se aprende. O conceito de amizade é definido em dicionário como um sentimento fiel de afeição, ternura e estima, envolvendo cumplicidade. Amizades são laços de afeto, que nos sustentam a vida toda, é com ela que compreendemos e aprendemos muito sobre lealdade, cooperação, solidariedade, além do ‘me colocar no lugar do outro’. A infância é o momento ideal para todas essas descobertas, é nessa fase que o indivíduo inicia seus conhecimentos de mundo e de si própria. Há estudos que comprovam os benefícios fisiológicos e psicológicos da amizade, além do sucesso escolar, pois a presença de um amigo, segundo pesquisas, faz com que se torne mais fácil a superação de momentos difíceis, além de aumentar a autoestima e diminuir os níveis de estresse. Os pais são essenciais para o sucesso da vida social dos filhos, pois a criança com bases no carinho, amor, afeto, respeito e proteção, certamente, levará o modelo na hora de se relacionar com o mundo fora de casa.

            A escola, bem como o professor, também são de suma importância para as amizades, porquanto entende-se que é por meio do convívio escolar que as relações interpessoais ganham força, neste sentido o professor deve respeitar e compreender a diversidade e as relações pré estabelecidas entre os alunos, ante essa perspectiva, o professor, deve reconhecer a escola como espaço das relações sociais, interferindo de maneira positiva entre as mesmas.

            Vale ressaltar que para cada idade há um tipo de amizade: Até 1 ano – O ‘outro’ não existe; de 1 a 2 anos – A mãe é a grande amiga; aos 3 anos – Surge o primeiro amigo (que é aquele que brinca junto); dos 4 aos 5 anos – O amigo é bom na hora das molecagens, pois transmite coragem e é cúmplice; dos 5 aos 6 anos – Aparecem as primeiras “panelinhas” na escola, geralmente divididas pelo sexo; dos 7 aos 8 anos – Nasce o melhor amigo e é a partir daí que a criança aprende a ser leal, fiel e já sofre se for traída; dos 9 aos 13 anos – O amigo é o grande confidente, os meninos são unidos, já as meninas são mais críticas e exigentes; dos 13 aos 20 – O amigo é modelo e companheiro, nesta fase surgem os amigo do sexo oposto; dos 20 aos 40 anos – Há colegas de trabalho, casais amigos, pais dos amigos dos filhos e as amizades antigas podem acabar se perdendo devido o casamento e a vida profissional; dos 40 aos 60 anos – As amizades se tornam eternas e os amigos disponíveis, mesmo que não se vejam com freqüência e por fim, mais de 60 anos – O amigo é aquele com quem se recorda as aventuras do passado.