Abuso Contra Menores – Até Quando?

Até quando vamos ter de assistir crimes de abusos contra menores (adolescentes e crianças), até quando veremos a impunidade, o dito pelo não dito, até quando?

            Esta semana, nas mídias de todo o país, foi denunciado mais um caso de pedofilia, desta vez contra um juiz, pasmem! Sim um juiz, profissional que deveria ser o primeiro a zelar pelas nossas crianças está sendo acusado de pedofilia e cá pra nós “onde há fumaça, há fogo”.

            O tal juiz, Antônio Carlos, mais conhecido como Dr. “Branquinho” está sob acusação de promover orgias, com diversas mulheres (inclusive crianças), dentro da própria Sede do Tribunal, o fato ocorreu na cidade de Teféu- AM, a quinhentos quilômetros de Manaus, os habitantes do local se negam a dar informações por medo de perseguição.

            Este, infelizmente, é um dos fatores que impedem um maior número de denúncias, não só em cidades do norte ou nordeste, onde o índice de pobreza é alto, mas como também em cidades onde há mais recursos e um maior esclarecimento populacional.

            Faz-se necessário que as mães, principalmente, prestem mais atenção em seus filhos, questionem, e acima de tudo quando algum fato lhes for relatado, investiguem, afim de que se chegue a verdade, as crianças trazem consigo, quando vítimas de abusos, vários sinais e é imprescindível que os familiares se atentem a esses sinais.

Numa criança até aos cinco anos de idade, podem ser sinais de alerta, hematomas na zona perianal, dores abdominais, vômitos e infecções urinárias, rejeição física de algum familiar ou forte medo de pessoas só do sexo feminino ou só do masculino. Já na faixa etária seguinte (6 a 11 anos) deve ser levado em consideração o perfeccionismo (na realização de tarefas), excesso de zelo à limpeza ou desordens alimentares. A depressão, insônias, insucesso escolar repentino, podem ser alarmes de abuso sexual em adolescentes.

Os abusos também podem ser relatados ou representados através de desenhos, geralmente a criança vítima de abuso desenha o corpo humano evidenciando os órgãos genitais, local onde, para ela, está o desconforto.

Como conversar com a criança:

Entre 18 meses e 3 anos

Ensine à criança o nome das partes do corpo.

Entre 3 e 5 anos

Converse sobre as partes cobertas pela roupa e também como dizer não. Fale sobre a diferença entre “o bom toque e o mau toque”, ou seja, o que é demonstração de carinho por parte do adulto e o que não é.

Após os 5 anos

A criança deve ser orientada sobre sua segurança pessoal e alertada sobre as situações de risco.

Após os 8 anos

Deve ser iniciada a discussão sobre os conceitos e as regras de conduta sexual que são aceitas pela família e fatos básicos da reprodução humana.

Como evitar:

            Ouça seus filhos e acredite neles, por mais absurdo que pareça o que estão contando.

            Saiba com quem seu filho está ficando nos momentos de lazer. Conheça seus colegas e os pais deles, confie “desconfiando”.

           Procure informar-se sobre o que sabem e como lidam com a questão da violência e do abuso os responsáveis pela creche, escola, o pediatra, a empregada e a babá.

          Antes de tudo, fale com seu filho ou filha e lembre-se que o abuso sexual pode ocorrer ainda nos primeiros anos da infância.

Como identificar

          Inquietação, tristeza profunda, isolamento;

          Sexualidade precoce nas crianças menores e exacerbada nas maiores;

          Resistência para realizar exames médicos;

          Fugas constantes e resistências para voltar para casa;

         Rebeldia/agressividade;

         Mudanças repentinas de comportamento;

         Choro frequente, a criança se mostra irritadiça;

          Hábito de fazer “xixi” na cama;

          Problemas de sono;

          Sentimento profundo de insegurança, medo, culpa etc.

O que fazer

             Incentive a criança a falar livremente o que se passou, sem externar comentários.

             Demonstre que compreende sua angústia e leve muito a sério o que ela está dizendo.

             Assegure à criança que ela fez bem em contar o que ocorreu e que não deve se sentir culpada por ter contado.

             Esclareça que ela não tem culpa do que aconteceu.

             Ofereça proteção e prometa que fará tudo para que o abuso termine.

            A vítima de abuso, se não acompanhada por profissionais, pode ter seu desenvolvimento comprometido e certamente desenvolver algum tipo de trauma que levará a vida adulta ou até mesmo o desenvolvimento de psicopatologias.

            Por isso, pais, educadores, tios, avós… Vamos prestar atenção, pois só assim, unido forças, denunciando, teremos e veremos nossas crianças livres desses “monstros” inescrupulosos.

 

 

 

Camila Giangrossi Meleke

Vice Presidência/ALB/Piracicaba/SP

Estudante de Pedagogia/Escritora

Lei Antifumo – “Agora vai”

A Lei Antifumo entra em vigor a partir do dia 7 de agosto, ao que tudo indica, vamos respirar com mais qualidade de vida daqui pra frente.

Sabe-se, por meio das mídias locais, que os estabelecimentos já estão recebendo as devidas informações a respeito da nova lei, uma blitz educativa está sendo realizada em bares e restaurantes da cidade, afim, de orientar proprietários e até mesmo clientes sobre a legislação.

A nova lei tem como objetivo disseminar a cultura do ambiente livre do tabaco, diminuindo assim a poluição do ambiente, bem como defender a saúde dos clientes e funcionários, uma vez que o fumante passivo tem tantos, ou mais, prejuízos quanto aos que fumam, podendo até desenvolver um câncer de pulmão sem se quere ter colocado um cigarro na boca em toda sua existência, já pensou como se sentiria uma pessoa que preserva sua saúde, porém, fuma passivamente, ao receber tal diagnóstico. Hoje é uma das doenças que mais causa óbito, sem contar no sofrimento do paciente com a “dita cuja” da doença.

Muitos (fumantes) acham polêmica essa nova lei, e alegam que tal proibição irá “esvaziar” os estabelecimentos, ou melhor, irá espantar os clientes. Talvez sim, contudo, cidadãos sensatos já praticam esse hábito a tempo, pois sabem que quem não fuma, consequentemente, não é obrigado a inalar a fumaça produzida por um fumante.

Pessoas com problemas respiratórios (rinites alérgicas, por exemplo) sentem o cheiro do cigarro a kilometros de distância (falo de experiência própria, convivo com a rinite desde a infância e sei exatamente o que a fumaça do cigarro provoca) e quase que de imediato têm os primeiros sintomas de reações alérgicas, algumas pessoas acham que é “frescura”, acham que o alérgico tosse para chamar a atenção ou qualquer coisa do gênero, mais não é bem assim não. Às vezes a situação é tão grave que o alérgico precisa se retirar do estabelecimento para que possa voltar ao seu estado “normal” (hoje em dia, com tantas mudanças climáticas e poluição, é quase impossível um alérgico estar em perfeitas condições de saúde).

Outro fator importante é dar o bom exemplo as nossas crianças, pois sabemos que os pequenos têm seus pais, amigos ou professores como ídolos, e consequentemente tudo aquilo que fazemos pode refletir negativa ou positivamente no futuro de nossas crianças. A criança que tem o pai ou mãe fumante, por exemplo, como fonte inspiradora, a princípio acha tal atitude “bonita” e na primeira oportunidade, com certeza irá fazer o mesmo e daí para o vício é um “pulo”.

Nas inocentes brincadeiras de “casinha” das meninas podemos constatar que a “mamãe”, o “papai” ou ambos fumam, porque acham “bonito”… Brincam estar fumando e fazem todos os gestos dos fumantes, igualzinho os pais. A criança transporta para as suas brincadeiras a realidade adulta.

O adolescente, por sua vez, também acha que o fumo é “legal”, “ se eu começar a fumar meus amigos vão me o máximo” ou ainda “andar com um cigarro na mão é chique”, claro que não podemos generalizar, pois o adolescente que tem discernimento sabe que isso não “rola”.

A nova lei proíbe o consumo de cigarros e demais produtos fumígenos em ambientes fechados, de uso coletivo, em todo o estado de São Paulo e as blitz educativas continuarão até agosto, no intuito de esclarecer dúvidas a respeito da legislação, além de orientar sobre outras medidas a serem adotadas antes mesmo da nova lei entrar em vigor, tais como: a remoção dos cinzeiros, a eliminação das áreas destinadas para fumantes, entre outros.

Enfim, após um bom trabalho de conscientização populacional e a fiscalização rigorosa, haverá uma melhora considerável na qualidade de vida não só do fumante passivo, mas também do fumante ativo, uma vez que pelo menos por algumas horas, ficará sem seu vício.

Lei Antifumo, “agora vai”.

                                                                        Camila Giangrossi Meleke

Melodia interpretada por Fábio Jr. (1978)

” Muito Cacique pra pouco índio, muito papo e pouco som… Pessoas querendo ser o que não são, muita conversa jogada fora, quanto sentimento em vão…Vamos tentar de vez agora, fazer valer a voz do coração… Essa não é dívida é dúvida, pessoas se perdendo estão… Completamente sem noção do caminho que elas mesmas escolheram…

Essa loucura faz sentido, é pura manifestação de que você não foi ouvido, infelizmente não, não, não…

Se manda dai vem pra cá, encarna de novo… Sussega esse povo, carente de amor esperança e fé e de tudo o que realmente tem valor….

Obs.: letra de trinta anos atrás, super atual…

Serei entrevistado… E agora?

            É através de nosso corpo que podemos expressar diversos sentimentos sem sequer pronunciar uma só palavra, a linguagem corporal nos diz tudo, não mente jamais. Temos vários exemplos tais quais: olhar nos olhos, nos remete segurança, baixar a cabeça, significa que o indivíduo poderá ser controlado por estímulos externos e assim sucessivamente.

            Em uma entrevista, é importante que o candidato tenha sua mente focada, e de o melhor de si.

            Tenha o pensamento claro, prepare-se para responder a questões que podem incluir aspectos profissionais, acadêmicos, pessoais, familiares e até sociais.

Chegue com antecedência, você terá tempo para se concentrar em suas tarefas, no que vai fazer, aproveite o tempo para observar o ambiente e as pessoas de seu novo trabalho, essa atitude pode demonstrar interesse sobre o funcionamento e a organização da empresa, seu nível de satisfação aparente, dentre outras coisas.

Ao iniciar uma entrevista, cumprimente o entrevistador apenas com um aperto de mão firme, demonstrando assim energia, porém sem exageros.

Ao falar, mantenha o tom de voz adequado, sem falar alto (pode demonstrar “eu sou um sabe tudo”) ou baixo demais (demonstra timidez), para não dificultar a comunicação. Outro fator de extrema importância é nunca interromper quem está falando, além de escutar atentamente o que o outro tem a dizer.

Evite ficar chacoalhando as pernas, demonstra ansiedade e pressa (você pode passar a impressão de quer se livrar logo daquilo), nada de ficar olhando no relógio ou olhar aleatoriamente.

Evite esfregar as mãos constantemente, demonstra “medo” “insegurança” e o que você precisa nesse momento é transparecer segurança e confiabilidade diante daquilo que almeja, que tem objetivos reais e que certamente estará disposto a superar todos os obstáculos decorrentes de sua trajetória profissional.

Dinâmica de Grupo

Essa é uma proposta que objetiva o relacionamento em grupo, visando à observação, a partir de atividades, do comportamento dos candidatos, provavelmente, esse tipo de atividade envolverá no mínimo seis pessoas, que será conduzida por um profissional representante da empresa.

As atividades propostas podem ter caráter lúdico, envolver situações imaginárias, podem ser propostos alguns problemas que aparentemente não tem vínculo nenhum com o cargo almejado, enfim, como há uma gama de atividades a serem propostas fica difícil prever, todavia, o candidato deve ter em mente que estará sendo observado em tempo integral, em seu comportamento e em suas ações, bem como nas respostas exigidas pelas atividades. Algumas características que certamente serão observadas são as seguintes: estilo de comunicação, liderança, trabalho em equipe, organização, resolução de problemas, tomadas de decisões, criatividades, entre outros.

A preparação para esse tipo de avaliação é tranqüila, ou seja, comportar-se como você mesmo, “ser autêntico”, mas vale algumas dicas para quem nunca enfrentou esse tipo de situação:

  • Aceite participar das atividades propostas e esteja disponível;
  • Exponha suas opiniões, sem se colocar como “o dono da verdade”;
  • Escute, troque ideias com os outros participantes;
  • Seja espontâneo e objetivo, respeite os outros e seus limites;
  • Contribua para solucionar os problemas, não se cala esperando do outro uma solução;
  • Não fique com dúvidas quanto ao que fazer, peça ajuda se necessário;
  • E por fim procure aproveitar o momento com uma oportunidade única de aprendizado e de contatos.

Há ainda testes práticos, que são especificamente relacionados às habilidades requeridas para determinada vaga, há o teste de conhecimentos, gerais ou específicos, utilizados para complementar a análise do perfil do candidato, testes psicológicos, feitos por psicólogos, afim de conhecer traços da personalidade de cada indivíduo e até a grafologia( técnica secular, utilizada na China e Grécia Antiga), que estuda as características da personalidade através da escrita.

Entretanto, seja qual for o método de avaliação utilizado para seu ingresso no mercado de trabalho, vale lembrar, que o melhor é ser verdadeiro, nunca dê informações errôneas a seu respeito, de alguma forma seu corpo demonstrará que são inverdades, não exagere nas valorizações de suas qualidades, isso gera expectativas e talvez não consiga superá-las, sua credibilidade depende disso e pode ser a diferença entre conseguir ou não a vaga que tanto deseja.

Enfim, tenha CHA, ou seja, Conhecimento (saber), Habilidades (saber fazer) e Atitude (querer fazer), nunca esquecendo de que “seu corpo fala” e o mesmo poderá dizer muito sobre você, antes mesmo de pronunciar uma só palavra.