ESCRAVOS LETRADOS

 

Essa semana, folheando a Revista Educação, tive uma grande surpresa, deparei-me com um artigo de título assim “Escravos Letrados”, me perguntei, mas como pode? Se nem as mulheres, filhas e esposas da elite da época, eram alfabetizadas… Não estou aqui desmerecendo nenhum escravo, pelo contrário, gostaria de compartilhar minha recente descoberta, com os leitores.

Pois bem, na época da escravidão, muitos escravos e alforriados sabiam ler e escrever, ao contrário do que se imaginava e essa é uma descoberta muito recente, por muito tempo a história difundiu a ideia de que os escravos eram analfabetos, pelo menos na língua portuguesa, contudo, pesquisadores estão conseguindo provar exatamente o contrário, “caindo por terra”, aquilo que achávamos que conhecíamos sobre a nossa história.

A partir do artigo lido – autor: Alex Sander Alcântara – pag. 78, Revista Educação, desenvolvi esse texto, para que seja difundida essa nova história a todos.

Em Minas Gerais, entre os séculos 18 e 19, atributos como a leitura, escrita e capacidade musical eram valorizados, no século 19, os negros eram a maioria na escola.

         “Nas senzalas da Bahia de 1835 havia talvez maior número de gente sabendo ler e escrever do que no alto das casas-grandes”.

            Essa frase, de Gilberto Freyre, “Casa Grande & Senzala”, ilustra um fenômeno pouco difundido: o fato de que os escravos tinham conhecimentos sobre a escrita, portuguesa ou não.

            Por muito tempo, a história difundiu a ideia de que os negros (escravos ou alforriados) não sabiam ler nem escrever, contudo, pesquisas na área da história da educação levantam evidências de uma disseminação da cultura escrita entre os escravos, contrariando nosso conceito de que só a elite (masculina) tinha contato com as letras.

            Há pistas de que nos séculos 17 e 18, os negros foram decisivos na difusão do português no Brasil.

            Estudos mostram que mesmo os escravos e alforriados iletrados, sabiam se utilizar da escrita, em uma época onde era proibida a frequência escolar, tal pesquisa baseia-se em anúncios de jornais e documentos, onde era comum a descrição das habilidades dos escravos, quem tinha esses atributos valia muito mais.

Consciência da Escrita

Foram analisados, 1.612 documentos, pela doutoranda Christianni Cardoso Morais, dentre eles relatórios do Ministério da Agricultura, testamentos, processos-crime, além de anúncios do jornal O Astro Minas, que circulava na época, a região analisada é a comarca do Rio das Mortes, cidade mineira, escolhida por sua importância econômica e cultural.

Para determinar o grau de letramento dos escravos, a pesquisadora, usou um método de análise de assinaturas a partir de cinco níveis desenvolvida pelo português Justino Magalhães. O primeiro nível corresponde ao mero uso de siglas ou sinais; o segundo nível à assinatura ainda rudimentar imperfeita; o terceiro indica a assinatura completa; o quarto nível era uma caligrafia mais precisa e o quinto, mais personalizada, quanto maior  a complexidade do traçado, maior o domínio do idioma.

A busca é pela percepção dos traços da pessoa analisada, se tinha um traço firme, bem organizado e distribuído na folha, se conseguia fazer arabescos, se ligava as letras ou tinha boa escrita cursiva, o que não era fácil na época, pois os ensinos da leitura e escrita eram dissociados. Então, se o assinante se encaixa no nível dois, provavelmente sabia ler.

Combinado

O método não é exato, mas na ausência de fontes diretas, as assinaturas assumem a condição de documento, sobretudo pelo poder simbólico entre os assinantes, “Quando os negros sabiam assinar, aumentavam seu “status” perante uma sociedade iletrada.

Evidências, ainda mais seguras do letramento escravo é a presença de negros nas escolas do século 19, em Minas Gerais, em maior proporção à dos brancos.

Contudo, há um silêncio sobre esse assunto na historiografia brasileira.

Esses sinais abrem as portas de um fato importantíssimo a ser desvendado, os escravos letrados podem ter sido exceção no Brasil, como os de Minas Gerais e Bahia de 1835, mas será preciso muita pesquisa para que seja compreendida a real participação negra na história da escrita, no Brasil, nos tempos da escravidão.

O que podemos concluir com isso, é que ainda há muitos mistérios sobre nossa verdadeira história, sobre o que realmente aconteceu com nossos antepassados e por isso devemos ficar atentos as informações que recebemos e jamais se esquecer de uma coisa “duvidar sempre” a dúvida gera a busca, que por sua vez é o caminho mais próximo para se chegar ao conhecimento.

“Duvide, pois, assim chegará mais rápido ao conhecimento, uma vez que a dúvida gera a busca”.     

                                                                                 Camila G. Meleke

 

 

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ALFABETIZAR…

eu       “Alfabetizar é tão sublime… Que se iguala a sensação de um deficiente visual, ao abrir os olhos pela primeira vez e ver o mundo ao seu redor, com todas as suas maravilhas”

                                                              Camila Giangrossi Meleke                                         

 

 

ALFABETIZAR…

Quando e Como?

Introdução

Neste texto irei discorrer um pouco a respeito da alfabetização, das expectativas dos pais, quanto a essa tão sublime fase, as dificuldades enfrentadas pelas crianças e seus mestres, enfim… A palavra alfabetizar vem de “alfabeto”, que por sua vez é o conjunto das letras de uma língua, colocadas em “certa ordem”. A palavra “alfabeto” é formada com as duas primeiras letras do alfabeto grego ↔ “alfa” e “beta”.

Alfabetizar ↔ v.t.d. Ensinar a ler e a escrever. Partindo desta premissa, será que existe idade ideal para que uma criança seja alfabetizada? Perguntas deste tipo permeiam “a cabeça” de muitos pais, que cheios de expectativas, não veem a hora de tal acontecimento, para poderem se “gabar”, ou melhor, “babar” sobre seu filho querido. Há muita angústia e ansiedade por parte dos pais, que por sua vez acabam depositando toda essa expectativa, muitas vezes, em crianças que ainda não estão preparadas para iniciar sua alfabetização. Sabe-se que não há idade certa para tal ato, o que existe é o momento certo.

Esse caminho começa, desde pequeno, antes mesmo dos seis anos, as atividades de “pré alfabetização” são de extrema importância para que esse processo ocorra da melhor forma possível, com tranquilidade. O que são atividades de pré alfabetização? É quando a criança tem oportunidades de interagir com o mundo letrado, isso já proporciona, para nós adultos e para as próprias crianças, identificar quando “chegou a hora”, ou seja, ela (criança) procura, faz perguntas, além de se mostrar ávida por conhecer, descobrir, vivenciar e experimentar…

As crianças necessitam de muito estímulo, afetividade e integração, não esquecendo o conteúdo. É também, nesta fase, que as brincadeiras dos pequenos se tornam mais intensa, onde transpassam a realidade vista, para o mundo de fantasias e da imaginação, desenvolvendo assim aspectos emocionais, cognitivos e sociais, outra coisa importante a ser analisada é o espaço físico em que essa criança passa a maior parte do tempo, é essencial que a criança, entre dois e três anos, tenha espaço suficiente para desenvolver o lúdico.

Cada criança é única, assim como umas aprendem a andar cedo ou a falar cedo, a alfabetização não é diferente, existem crianças que aos quatro anos já podem ser alfabetizadas, outras com cinco ou seis anos, contudo, há também aquelas que são estão prontas aos oito anos, e isso de forma alguma quer dizer que uma ou outra criança é mais ou menos inteligente, ela só não está madura ainda.

O importante é respeitar o desenvolvimento e o ritmo de cada um, seja qual for sua idade, é claro, que depois de certa idade (9 anos ou mais) os pais e professores devem ficar atentos quanto a aprendizagem da criança, pois existem casos em que há uma certa dificuldade nas aprendizagens ou até mesmo problemas emocionais, que fazem com que esta criança não atinja o objetivo esperado, nesses casos, é necessária ajuda profissional, seja do pedagogo, do psicopedagogo ou até mesmo do psicólogo.

Por onde começar a alfabetização?

Hoje, o mais comum é alfabetizar letrando, o que significa orientar a criança para que ela aprenda a ler e escrever na perspectiva da convivência com práticas reais de leitura e de escrita, porém isso implica “abandonar” o uso das cartilhas (onde o aluno aprende a ser copista e não um leitor ou ledor) e adotar o manuseio de revistas, livros, jornais, enfim, pelo material que irá auxiliar a criança neste processo.

Contudo, é preciso fazer um diagnóstico, ou seja, uma sondagem para saber o nível de conhecimento de palavras e verificar o que a criança já pensa a respeito da escrita.

 

 

Valorizando a Prioridade…

Logo no primeiro ano, do ensino fundamental, a prioridade é alfabetizar todas as crianças ou pelo menos grande parte delas. O ato de escrever se torna uma consequência daquilo que a criança já conhece na leitura.

As brincadeiras, o canto, as histórias e os desenhos já fazem parte do cotidiano dos pequenos, no inicio da fase escolar, a leitura e a escrita também, mas é importante ressaltar que, o trabalho é realizado em conjunto educando/educador, ou seja, o aluno deve realizar as tarefas por iniciativa própria, porém o professor deve dar as oportunidades e subsídios para que isso aconteça, o que não se deve pensar é que a criança vai aprender tudo sozinha e por iniciativa da mesma.

Sabe-se que as crianças que convivem num ambiente rico em materiais de leitura, apresentam maior interesse em saber o que está escrito, sendo assim, a criança motivada aprende mais e mais rápido.

A alfabetização e o construtivismo

Segundo Emilia Ferreiro (psicóloga e pesquisadora argentina), o ato de ensinar desloca-se para o ato de aprender por meio da construção de um conhecimento que é realizado pelo educando, que por sua vez passa a ser visto como o sujeito que constrói tal conhecimento a partir daquilo que vivencia, ou seja, é preciso trabalhar com a criança o contexto da própria criança, com textos e histórias que façam sentido para as mesmas.

Vale lembrar que o construtivismo não é um método de ensino, mas sim um processo de aprendizagem que coloca o sujeito dessa aprendizagem como alguém que conhece e que o conhecimento se dá através da ação deste sujeito, não esquecendo que o ambiente exerce papel significativo neste processo.

E para finalizar, outra questão bastante discutida é “em quanto tempo se alfabetiza?”. Partindo do pressuposto de que já foram eliminados todos os “entulhos” do período preparatório, se for clara e objetiva a decifração da escrita, basta apenas uma hora de atividades específicas por dia, em dois ou três meses, e os alunos estarão alfabetizados, é claro que não serão todos, pois sabemos que dependerá do momento de cada um.

“… A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis, dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há uma criança que pensa.” (Emilia Ferreiro) 

LIMITES NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Introdução

            O texto a seguir retrata uma pesquisa bibliográfica baseada em opiniões de renomados especialistas comportamentais e educacionais, na área de Educação Infantil, tais como Içami Tiba (psiquiatra, psicoterapeuta…), Maria Montessori e Cris Poli (psicóloga, educadora…). Serão abordados temas como: birras, limites, valores, respeito, a disciplina e o papel dos pais e educadores.

            Sabe-se que este assunto é um tanto quanto delicado, pais, especialistas, educadores e até leigos arriscam um palpite, contudo, não foi possível determinar o que se deve ou não fazer em se tratando de educação e criação de filhos, têm-se várias teorias e muito se sabe também que a é prática é outra, ou seja, na teoria tudo dá certo, mas no “vamos ver” o “tiro acaba saindo pela culatra” como se diz na gíria popular. 

DESENVOLVIMENTO – LIMITES NA EDUCAÇÃO INFANTIL 

Segundo o dicionário Aurélio, limite sm 1. Linha de demarcação; raia. 2.  Local onde se separam dois terrenos ou territórios contíguos, fronteira. 3. Parte ou ponto extremo; fim, termo.

Na educação, limite significa que desde cedo devemos dar a criança possibilidades para que possa distinguir o que é certo do que é errado.

O ser humano desde sempre conviveu com limites, no decorrer do seu desenvolvimento, tal como exemplo, o fato do feto se limitar ao útero da mãe até seu nascimento, alguns destes limites são superados outros não. É dever dos pais estabelecer o limite a seus filhos, mostrando-lhes regras e valores socioculturais.

            Com o passar dos anos a criança, aos poucos, assimila e é capaz de distinguir os ensinamentos dos pais, ou seja, o certo ou errado.

            Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal objetivo da criança é o prazer imediato, querendo a todo custo satisfazer seus desejos e curiosidades, período conhecido como: hedonista (busca pelo prazer, satisfação imediata) e egocêntrico (onde só se vê o eu).

Sabe-se que desde pequenos são capazes de aprender a lidar com a responsabilidade responsável e a aquisição dessa responsabilidade torna-se obrigatória para uma vivência em sociedade.

Tomamos como exemplo a liberdade de brincar com os próprios brinquedos, cabe aos pais mostrar a criança que isso requer cuidados, ou seja, o cuidado de guardá-los após o término da brincadeira, tal atitude desenvolve na criança o senso de responsabilidade e organização, que a mesma carregará ao longo de sua trajetória existencial.

Entretanto deve-se ter em mente que uma educação severa demais pode gerar filhos tímidos ou reprimidos ao extremo, filhos que não se permitem arriscar por medo da reprovação alheia, filhos inseguros e infelizes.

O melhor mesmo sempre foi e sempre será o diálogo, o incentivo, o encorajamento, contudo, “um castigozinho aqui ou uma palmadinha acolá não trarão grandes traumas”, pois muitas vezes as teorias acabam não dando resultado e os pais por sua vez, perdem a paciência.

O pai/mãe que impõe limites a seu filho transmite a ele segurança, proteção, estabelecendo assim um vínculo de respeito, por outro lado, a criança que não recebe esse estímulo, tem atitudes negativas, como exemplo, a birra, que é gerada num momento de desejo, de impulso da criança e que não é atendida pelos pais, ela se joga no chão, bate o pé, grita, chora e até em casos mais extremos a criança chega a agredir os pais … Para poupar-se do constrangimento (geralmente isso ocorre em lugares públicos) os pais acabam cedendo, outro fator considerável é a mordida, para a criança é uma forma de obter a atenção do adulto, e quando vê seu objetivo atingido, passa a ter tal atitude sempre. 

Atualmente nota-se que o respeito está um tanto quanto ausente nos lares, nas salas de aulas e até mesmo nas práticas sociais em geral, enfim, nas relações interpessoais, hoje é visível que há muito “cacique pra pouco índio”, muito se fala, mas pouco se faz… Todos querem o “poder”, mas poucos têm a grandeza para desempenhar adequadamente esse papel.

É muito comum presenciarmos cenas de crianças de tão pouca idade e tamanha agressividade em falas, olhares e gestos. Vale lembrar que muitas crianças vivem em lares desestruturados, sem carinho ou afeto e inúmeras vezes essa criança é desrespeitada e humilhada pelos próprios genitores.

A criança respeita, se for respeitada, é educada em suas atitudes, se for estimulada e incentivada a agir de tal forma, desde a primeira infância, que culminará num indivíduo educado e de caráter exemplar.

Lares estruturados, como se deve ser, cheios de afeto e amor geram sempre crianças de boa índole… Ledo engano! Nem sempre isso ocorre, pois este “outro lado da moeda” pode gerar também filhos sem limites, mal educados, que tentam a todo custo chamar a atenção dos que o cercam, haja vista, na maioria dos casos os pais são ultrapermissivos, e inconcientemente, acabam gerando filhos insuportáveis.

“Um pai ou uma mãe que engole os próprios princípios e se cala a cada malcriação dá um atestado de que não se respeita, e os filhos entendem isso como um sinal para que não o respeitem também.” (Tiba, 2003).

“Hora da bronca”, constata-se, atualmente uma grande ausência do posicionamento paterno, sim, os homens têm se omitido cada vez mais no que diz respeito ao seu papel na educação dos filhos, e as desculpas são inúmeras, falta tempo, sobra cansaço e por ai vão, muitos não têm a consciência da dinâmica familiar, são totalmente alienados no quesito educação e responsabilidades de pai e ao sinal do primeiro problema se assustam e se desesperam tentando encontrar um culpado pela situação.

Outro fator de peso é que os filhos acabam sendo “terceirizados”, ou seja, é legada a outra pessoa que não a mãe ou o pai a educação dos mesmos e em sendo assim o educador em questão (babás, avós, creches) acabam por não exercer autoridade nenhuma sobre a criança. Os pais por sua vez, sentindo culpa pela ausência diária, deixam de exercer a autoridade, de impor limites, “pensa-se muito que um presente ou uma permissão pode preencher aquele vazio que ficou pela ausência”.

Esse tipo de postura pode trazer consequências seríssimas também. Um exemplo claro disso é a criança soltar um palavrão e todos ao seu redor acham graça, aquilo para ela então passou a ser algo permitido, legal e ela repetirá aquele palavrão a todo o momento e lugar, até chegar a hora em que será repreendida ou castigada pelo ato, já é o que basta para “dar um nó” na cabeça desta criança.

 Os pais, por vezes pecam por achar que a criança é nova demais para assimilar esse ou aquele limite (ensinamento), outro engano, sabe-se hoje que a criança é como uma “esponjinha” e pode absorver muito mais do que imaginam os pais, basta à paciência e o amor para fazê-lo.

“Os filhos deveriam desde já, praticar em casa o que terão que fazer na sociedade. Esta é a verdadeira educação, tendo como uma de suas bases a disciplina”. (Tiba, pag. 35)

Segundo Içami Tiba, atualmente toda essa falta de valores por parte dos filhos e a omissão dos pais, reflete no bom relacionamento educador-educando, ou seja, o relacionamento aluno-professor está tão deteriorado que não é raro haver “ódio mortal” entre eles, os alunos tratam seus professores como empregados, extinguindo assim a relação saudável que deveria existir.

Hoje, a mãe trabalha fora, ausenta-se diariamente, em consequência disso, os filhos vão cada vez mais cedo para a escola, ainda na época da educação familiar, o que acaba culminando na indisciplina e na falta de limites, provenientes do aluno, pois sabe-se que a criança vai para a escola para que a mesma lhe forneça a educação e/ou a criação, ocorre à inversão de papeis, antes o que era um dever dos pais, passou ou pensa-se que passou, a ser dever, prioridade da escola. Será que os professores estão preparados para tal responsabilidade? A grande maioria dos docentes não recebeu em sua formação aulas de capacitação para exercer o papel de formação de personalidade, isso sempre foi dever dos pais, por isso, o resultado das relações escolares é tão catastrófico.

“A indisciplina e o desinteresse pela disciplina são resultado natural no aluno ignorado pelo professor” (Tiba, 2008, pag.70)

“O novo paradigma da educação é capacitar o professor para, além de transmitir o conteúdo pedagógico, ser também um orientador.” (Tiba, 2008, pag.73)

Tudo tem seu momento, e ainda sim a formação da personalidade é papel dos pais, ou melhor, é uma parceria entre pais e escola/educador, um não na hora exata, não faz mal a ninguém (porém, faz-se necessário uma explicação plausível para tal ato), pelo contrário, faz com que a criança compreenda que sua liberdade termina quando começa a liberdade do outro e vice-versa.

É necessário que os pais façam valer seus direitos e deveres como educadores e disciplinadores de seus lares e também o primordial papel de ensinar valores, hoje quase extintos.

Muitas vezes para solucionar problemas de conduta ou formação é essencial que pais e professores passem por três estágios: o da conscientização do problema (é um excelente começo); a informação, ou seja, conhecer possíveis soluções para resolver o mesmo e o último item é o da ação (preventiva ou corretiva), no mais puro sentido da palavra. De nada irá adiantar reclamações e lamentos sobre as dificuldades a serem enfrentadas, o máximo que irá ocorrer é uma ausência ainda maior na educação de seu filho, permitindo a propagação de erros de gerações passadas.

Ainda, a questão dos limites na Educação Infantil, enfrenta-se uma grande problemática pela família e pela escola, pois, sabe-se que a teoria comportamentalista, com suas bases em reforços e punições, revela há algum tempo sinais de desgaste.

Pensar na construção de limites, hoje, é possibilitar a criança o exercício da autonomia para se expressar, e de sensibilidade ao outro para acolher diferentes opiniões e sentimentos.

Segundo Maria Montessori (1972), grande pedagoga italiana, ao comentar suas ideias, revolucionárias para a época, o indivíduo está disciplinado quando se torna senhor de si mesmo e, quando, em consequência consegue controlar-se sempre que deve seguir uma regra na vida.

Por isso o educador deve possuir uma técnica especial para ser capaz de guiar a criança/educando por esse caminho de disciplina (e limite) que deverá trilhar a vida toda à medida que se aperfeiçoa constantemente nela.

Só assim veremos mudanças nos relacionamentos em geral, assim teremos filhos seguros, maduros e cheios de orgulho de seus pais e da educação que receberam e porque não dizer, teremos alunos mais disciplinados que respeitam seus educadores, que por sua vez sentir-se-ão mais motivados a continuarem seu árduo e prazeroso ofício…

Ofício de ensinar e acima de tudo aprender a cada dia, em cada momento.

“O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta. Não existe a segurança do acerto eterno”. (Tiba, pag. 81)

Conclusão

Apesar de ser um assunto polêmico e não ter sido esgotado todo o material de pesquisas pudemos perceber, portanto, que é dever dos pais estabelecer limites a seus filhos, mostrando-lhes o que é certo e o que é errado, porém é preciso ficar atento, pois uma educação severa demais pode gerar filhos tímidos e reprimidos, que não se arriscam, que não tentam realizações “por medo de reprovações”.

Observa-se também que os autores descrevem bastante a ausência e a falta dedicação dos pais para com seus filhos, deixando assim a missão de educar a terceiros, ou então são extremamente permissivos e presenteiam os filhos a todo o momento “para tentar suprir essa ausência”.

Enfim, o que se deve ter em mente é que a educação deve ser equilibrada, sem muitas permissões, mas como também sem muita rigidez, afim de que a criança tenha uma vida saudável, seja educada, cresça sem traumas e se torne um indivíduo de sucesso. E se concebermos a Educação Infantil como o espaço de alfabetização interpessoal, sabemos que é um espaço fecundo para lançar as bases da cidadania. Assim, permitir a criança responsabilizar-se pela construção das formas de convivência com seus colegas é concebê-la como sujeito que pensa, que se afeta pelo outro, e é capaz de discutir decisões, desenvolvendo o sentido ético de escolher o melhor para todos quando decide o que é melhor para si.

Bullying – Atos Violentos ou apenas “Brincadeiras de Criança”?

         Até bem pouco tempo atrás o bullying era considerado inofensivo, ou melhor dizendo, era considerando apenas como “brincadeirinhas de criança”, era um apelido aqui, uma briga ali e tudo era encarado assim: – “Ah! Deixa pra lá, criança briga mesmo”, “é só uma fase, já passa”, “ xingo não dói” ou até aquela frase clássica, que é de conhecimento geral, “- Você está chorando?, Mas homem não chora”, pois bem, atualmente estudos revelam que tais briguinhas infantis deixam marcas profundas, marcas psíquicas e que podem acarretar sérias conseqüências, tanto para as vítimas quanto para os agressores.

            Sabe-se, hoje, que este tipo de comportamento, que antes era denominado como “coisas de crianças” e agora é chamado bullying, leva o aluno a enfrentar sérios problemas, desde uma queda na auto-estima, timidez, até casos mais trágicos, como o suicídio.

            O termo bullying tem sua origem na língua inglesa e é usado para descrever atos de violência física ou psíquica, intencionais e repetidos praticados por um indivíduo (bully) ou por um grupo, objetivando intimidar, “diminuir” ou agredir outro indivíduo; geralmente não existe motivação aparente, contudo, ocorre dentro de relações desiguais de poder, na qual, um indivíduo “se acha” melhor do que o outro, ou seja, ele “pode mais”.

            A palavra bully, significa valentão e vem do inglês, Bull (touro) que ao pé da letra, quer dizer algo parecido com “bancando o touro” ou em português “bancando o valente”.

Uma das características mais perversas do bullying é o fato de causar danos psicológicos intensos, em sua maioria começa com um apelido grosseiro, onde o agressor ressalta alguma característica física da vítima, do tipo: “quatro olhos”, “rolha de poço”, “vareta”, etc., enfim basta ser diferente para se tornar o alvo do valentão da escola. Outras vezes ocorrem agressões físicas, que parecem não ter maiores implicações, como encontrões nos corredores, bolinhas de papel atiradas sempre no mesmo indivíduo ou até brigas mais sérias, onde a vítima não tem a possibilidade de defesa.

Em casa, o chamado “valentão” apresenta vários sinais de que anda praticando bullying na escola, tais como: volta sempre com ar de superioridade, se distancia ou não se adapta aos objetivos escolares, mostra-se irritadiço frente a qualquer situação, resolve seus problemas valendo-se da força física, é hostil e desafiante, porta objetos e dinheiro sem justificar sua origem…

Se você, mãe (pai) identificar tais comportamentos em seu filho, a princípio, mantenha a calma e a tranqüilidade, converse com seu ele e tente descobrir quais motivos geraram esse tipo de atitude, reflita sobre o modelo educativo que é oferecido ao seu filho, não bata ou aplique castigos severos, isso só trará mais raiva e ressentimentos, procure profissionais especializados, a fim de ajudá-lo a lidar com esse comportamento, incentive seu filho a mudar sua conduta e acima de tudo dê-lhe muita segurança e amor.

Por outro lado, seu filho (a) pode estar sendo vítima do bullying, fique atento aos sinais: apresentar mudanças de humor, estar sempre isolado, demonstrar temor ao ir à escola, ter problemas para dormir, apresentar comportamento agressivo em casa (ás vezes a vítima de bullying acaba descontando suas frustrações nos irmãos), etc.

Caso isso aconteça, mantenha um diálogo aberto, faça perguntas provocadoras, do tipo: “Como você se sente quando está na escola?,” nunca minimize o problema ou diga que o que está acontecendo é só uma fase e “ vai passar”, dê conselhos consistentes, reforce a auto estima do seu filho, não haja sozinho, encontre outros pais, cujos, filhos sofrem com o mesmo problema, contate a escola e certifique-se de que seu filho estará seguro, encoraje-o a reagir, falando firme: ‘Pare com isso. Não gostei”, o mais importante nesse momento é lembrar a criança, de que todo e qualquer ato de constrangimento deve ser relatado a um adulto, assim o mesmo pode apoiar a vítima e enfraquecer o autor do bullying.

As escolas também devem se atentar para as atividades em parques e intervalos, orientando os profissionais da instituição (professores, supervisores, orientadores, merendeiras, faxineiras…) para que verifiquem se nenhuma criança está sendo excluída ou humilhada, caso isso ocorra, a direção deve chamar a atenção do aluno e imediatamente alertar os pais para que sejam tomadas as providências cabíveis, objetivando eliminar o bullying.

As instituições devem também prover jogos cooperativos, atividades de inclusão, proferir palestras sobre o assunto e sobre o trabalho em grupo, deve mostrar reportagens a respeito das conseqüências sofridas pelas vítimas ou agressores nas mais diversas situações.

Enfim, para tentar solucionar este problema é necessário uma ação conjunta – Família, Aluno, Escola e Comunidade, é com aquele velho ditado – “A união faz a força”.

Por isso, é importante que os profissionais da educação e os pais se atentem para o menor sinal de bullying, assim teremos o pleno desenvolvimento dos nossos alunos e filhos.

 

 

           

 

 

A SÍNDROME DE BURNOUT

       Hoje, nossa conversa baseia-se em um assunto sério, porém, um tanto quanto desconhecido para alguns, esta leitura trará informações sobre a Síndrome de Burnout, que infelizmente, a cada dia, faz novas vítimas.

     Falando em termos técnicos, a Síndrome de Burnout designa um estado de exaustão prolongada e a diminuição do interesse, especificamente pelo trabalho. O termo Burnout vem do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim) e na gíria inglesa ele é utilizado para identificar os usuários de drogas que se deixaram consumir pelo vício, esse termo foi criado pelo inglês Herbert Freundenberg, em 1974 e ao pé da letra, o “Burnout” pode ser traduzido como “Combustão Completa”.

     Em português, o Burnout é algo parecido com “perder o fogo”, “perder a energia”, é uma síndrome, na qual a vítima perde totalmente o sentido da sua relação com o trabalho, de tal forma, que as coisas já não importam mais e que qualquer esforço é inútil.

       É um estado de profundo desgaste profissional, geralmente, desenvolve-se em indivíduos muito dedicados (exigentes, com manias de perfeição…) que se frustram ao perceber que suas expectativas não serão atingidas, pode-se desenvolver também, como resultado de um longo período de esforços no trabalho.

       Alguns estudiosos definem o Burnout, como uma síndrome, resultado de uma exaustão e a ausência de personalização no trabalho, outros acreditam que o Burnout é um caso de depressão clínica mais geral ou apenas uma forma de fadiga extrema.

     O Burnout é uma doença que pode atingir indivíduos de qualquer área de atuação, contudo, sua freqüência, se dá em profissionais, cujo trabalho é diretamente ligado as relações interpessoais, tais como: professores, médicos, enfermeiros, psicanalistas, bombeiros, telemarketing, atendentes públicos, carcereiros […].

       Nos profissionais da área da saúde, a compaixão, a vontade de salvar vidas e a frustração de perdê-las, leva o indivíduo a desenvolver a síndrome de Burnout, já na área docente a demanda é de outra natureza, está diretamente relacionada ao cuidado, à possibilidade ou não de estabelecer vínculo afetivo com o aluno, e ainda, o docente enfrenta outros tipos demandas emocionais, como: políticas educacionais inadequadas, alunos “problemas” ou até sentimento de injustiça, do não reconhecimento da importância de seu trabalho perante a sociedade, entre outros.

      Enfim, o Burnout é definido como uma reação a tensão emocional crônica, que por sua vez, é gerada pelo contato direto, excessivo e estressante com o trabalho.

     Basicamente, os principais sintomas do Burnout são: exaustão emocional, despersonalização, baixa realização profissional, sensação de perda de energia e de fracasso profissional e também de esgotamento físico. Em decorrência a exaustão, o indivíduo sofre com dois desses sintomas, já que são reativos, a despersonalização, por exemplo, é o desenvolvimento de atitudes negativas em relação às pessoas próximas ao convívio profissional.

      O indivíduo acometido pode também desenvolver alterações comportamentais, como a queda no rendimento, comportamento paranóico e até indícios de aumento no consumo de álcool, café e remédios, tudo isso ocorre, devido, ao trabalho, que consome o profissional, tanto emocionalmente, como fisicamente.

     Diferente do estresse, que é caracterizado pela luta do organismo no sentido de recobrar o equilíbrio físico e mental, a síndrome de Burnout, é a “desistência” dessa luta, por isso, que a síndrome é conhecida como a “síndrome da desistência simbólica”, que embora o trabalhador não se ausente fisicamente do trabalho, ele não consegue se envolver emocionalmente com o que faz.

       Essa síndrome ataca tanto profissionais altamente experientes, quando jovens que acabam de ingressar no mercado de trabalho, no entanto, existem alguns cuidados a serem tomados para que você não seja mais uma vítima da síndrome de Burnout, tais quais destacamos:

  Não deixe sua rotina de trabalho cair na monotonia, aumente e diversifique-as;

  Procure não exceder horas extras;

 Tente não se envolver tanto com problemas cotidianos e ou alheios;

       Nas relações interpessoais, troque vivências, experiências e até problemas em comum, isso pode levar a revisão de suas expectativas e possíveis soluções para lidar com determinadas frustrações […]

     Para que seja diagnosticada a síndrome de Burnout, são necessários exames clínicos, geralmente, tais exames são realizados por médicos ou psicólogos, através de instrumentos psicológicos específicos para tal avaliação, se constatada a síndrome, o imediato a fazer é afastar-se do ambiente de trabalho ou até aposentar-se por invalidez, em casos extremos, uma vez que a melhora se dá a partir do momento que a pessoa acometida muda seus hábitos e rotina.

      Por isso, é de extrema importância que profissionais com perfis iguais aos citados no inicio deste texto, se atentem para o menor sinal de desgaste profissional e procurem ajuda de um profissional especializado, pois a Síndrome de Burnout, além do desgaste profissional, pode causar também sérias complicações de saúde, devido ao estresse crônico e a deterioração da qualidade de vida.

A EDUCAÇÃO EM MEIO AS TRANSFORMAÇÕES SÓCIOCULTURAIS

A EDUCAÇÃO EM MEIO AS TRANSFORMAÇÕES SÓCIOCULTURAIS

 

            Diversos paradigmas educacionais surgiram ao longo da história, muitas contribuições (de estudiosos) se fizeram presente no processo de ensino e aprendizagem, sempre objetivando (ou quase sempre) a construção do conhecimento nos seres humanos.

            No Brasil a educação, durante décadas, ficou aprisionada a práticas e metodologias extremamente tradicionais, positivistas. Perpetuou-se uma cultura apenas de transmissão de conhecimentos, um repasse de informações, onde a criança sempre foi tratada com uma tabula rasa, ou seja, na educação sempre existiram verdadeiros “dogmas”.

            Todavia, nestas últimas décadas, em meio a tantas transformações, tais práticas educacionais tornaram-se “castelos de areia em ruínas”, ou seja, as práticas não mais dão conta de atender a verdadeira essência do processo educacional – que antes era o educador e atualmente é o educando – E as verdades absolutas de outrora já não podem justificar as infinidades de práticas pedagógicas desumanas e irreflexivas.

            Hoje, a escola deve urgentemente repensar sua prática, sua existência numa sociedade pós moderna que busca a transformação do profissional de ensino, partindo de uma proposta sociointeracionista.

            E é em meio a essas transformações socioculturais que surge um novo modelo educacional, mais humano, mais comprometido com a formação do profissional, do cidadão; que por sua vez necessita ser capaz de sobreviver na atualidade social, envolta pelas tecnologias.

            Esse novo modelo vem das mal sucedidas metodologias passadas, que foram repensadas e reformuladas, desta vez com o olhar voltado para o aluno e suas necessidades e curiosidades, e sugere um professor mediador com plenas habilidades para atender a demanda social, além de possuir a sensibilidade para que desenvolva no discente muito mais do que aspectos cognitivos e psicomotores, mas, sobretudo a afetividade e as relações interpessoais. Esse novo profissional da educação torna-se agora mais completo e sensível e é capaz de unir conhecimento as várias linguagens, flexibilizando o processo de ensino e aprendizagem, além de torná-lo constante por toda a vida.

            Essa nova ideologia agora se foca na inclusão social, adere às novas tecnologias e trabalha dentro de uma proposta interdisciplinar, atendendo assim, as expectativas do educando, possibilitando seu sucesso e permanência em sala de aula, visa o pleno desenvolvimento para que o mesmo possa interagir e transformar a sociedade.

            Conclui-se que é nessa perspectiva de uma avaliação mais humanizadora e emancipadora que estão sendo depositadas as esperanças de construção de uma sociedade mais igualitária e preparadora para as transformações futuras. E que os indivíduos, construam por meio da pluralidade das diferenças e das relações sociais, experiências mais humanas para povoar no íntimo de cada um, uma sociedade mais justa e digna.

CRIATIVIDADE UM NOVO RUMO A EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Criatividade – Um Novo Rumo a Educação Brasileira

Inúmeras vezes nos questionamos sobre a Educação da América Latina, especialmente no Brasil, pois, sabemos que estamos muito distantes de alcançar índices satisfatórios, quanto a este quesito. Por outro lado, pesquisas realizadas por órgãos internacionais, apontam a Europa, mais precisamente a Finlândia, como base de uma educação superior, de um ensino sistematizado em todo o mundo, em termos de qualidade. Alguns fatores são apontados para diferenciar a educação Finlandesa, tais como: Os alunos permanecem por maior tempo na escola, os pais participam dos programas da escola, como trabalhos, aulas e atividades , essa participação é obrigatória e semanal, para isso os horários de trabalho dos pais são obrigatoriamente flexíveis, permitindo a presença deles na escola e assim aumentando o vínculo entre aluno e escola, o que proporciona ao aluno uma visão maior sobre a importância dos estudos. Outro fator considerado de maior importância, é a qualificação de seus professores… Na realidade as escolas são simples, sem artifícios tecnológicos, ainda impera o uso de lousa e giz dentro da sala de aula, entretanto, um professor para ministrar uma aula na primeira série do ensino fundamental, necessita possuir o título de mestre e para a educação infantil é exigido no mínimo a graduação. O professor da Finlândia é extremamente valorizado, não só na escola, mas como também fora dela e o vestibular para se tornar professor é o mais concorrido do país. O investimento na qualificação do professor é alto, eles são avaliados anualmente e aqueles que não correspondem ao nível esperado, são demitidos. Temos também que considerar que a Finlândia é o país menos corrupto do mundo, o nível de corrupção é quase zero, o que dá a garantia de que a verba destinada à educação no país, chegue ao seu destino. Bem que os políticos daqui podiam adotar essa filosofia, não é mesmo! … Mas isso, infelizmente é uma outra história e que no momento não nos convém discutir, contudo, existem procedimentos, simples, que os educadores podem fazer, para dar “o ponta pé” inicial, no quesito desenvolvimento educacional, na faixa etária da pré-escola, por exemplo. Sabe-se que a Educação Infantil ganhou importância, depois da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, que considerou esse período do ensino, como parte da Educação Básica, porque então, não começarmos as mudanças com os pequeninos, com o aprendizado que será o alicerce para um bom desenvolvimento educacional futuro, a partir de procedimentos didáticos simplificados, podemos atingir um pleno desenvolvimento para essa faixa etária, tais como: o brincar, a linguagem oral, o movimento, a arte, a leitura e a escrita. Brincar – Na fase da pré-escola ocorre uma ampliação do universo de informações e com as brincadeiras de “faz de conta” a criança é capaz de assimilar vários assuntos, por isso é fundamental oferecer ambientes ricos em possibilidades. Ex.: brincar de casinha, de mecânico, escolinha, etc. Linguagem oral – Nessa fase, a linguagem oral torna-se um desafio, pois linguagem não é só falar, mas sim planejar o que se quer dizer e para que isso aconteça da melhor forma possível, é preciso trabalhar diariamente com bases em diferentes temas, contextos e interlocutores. Ex.: rodas de conversa em diversos ambientes como: no refeitório, biblioteca, no pátio, na brinquedoteca, etc. Movimento – Na pré-escola, a criança já tem desenvoltura para se comunicar verbalmente, mesmo assim, o movimento ainda é um meio de expressar o que ela quer, nesta fase a criança se torna mais ciente de si, conhece mais o corpo e ganha competência para atuar no mundo. Ex.: danças, jogos esportivos, teatro, etc. Arte – As experiências com música e artes plásticas, têm papel fundamental na formação do pensamento simbólico, ambas exercem forte influência no desenvolvimento da criatividade e da imaginação. Ex.: canções variadas, proporcionar o manuseio de instrumentos musicais, explorar os sons da natureza, etc. Leitura e Escrita – É o adulto que mostra para a criança o significado da escrita que está nos livros. Ex.: contos, poesias, quadrinhos, gibis, lendas, bilhetes, etc. Enfim, com um pouco de criatividade e boa vontade por parte dos educadores, com o auxilio dos pais, da instituição escolar e da comunidade, certamente caminharemos rumo a uma educação de qualidade e quem sabe, num futuro bem próximo, se tornar referência, como é atualmente a educação Finlândesa.