Transtorno Desafiador Opositivo

Atualmente, ouve-se relatos de pais, a “beira de um ataque de nervos”, que não sabem o que fazer com “temperamento” do filho. A criança é agressiva, desafiadora, respondona, implicante, não aceita críticas, é debochada e ainda responsabiliza os outros por seus erros. Se você identificou em seu filho algumas dessas características, saiba que, dependendo do grau e persistência com que ocorre esse tipo de conduta, provavelmente essa criança pode ser portadora do Transtorno Desafiador Opositivo, entretanto, esse diagnóstico é feito apenas por especialistas e vale ressaltar que as características prevalecem por tempo indeterminado, o que não ocorre se for apenas uma fase de desenvolvimento infantil, afinal ouvimos desde pequenos que a partir dos seis anos de idade a criança passa por um “período de chatice”.

            O TDO (Transtorno Desafiador Opositivo) atinge, principalmente, a faixa etária de 7 a 10 anos e segundo estudos, acomete de 2 a 16% das crianças em idade escolar. Cada um tem seu temperamento, tem um “jeitinho só seu” e os pais sabem disso e por conhecerem bem os filhos criam métodos para lidar com as várias fases do desenvolvimento infantil, contudo, no caso de uma criança com TDO acaba havendo um desgaste emocional na relação pais e filhos, gerando angústias e por vezes até culpas no quesito educação. O TDO desafia e “testa” o adulto o tempo todo, podendo ou não apresentar problemas na escola. Muitos são bons alunos, pois entendem que seu comportamento não é socialmente aceitável, então conseguem “segurar” os impulsos durante horas. Em casa, lugar onde se sentem seguros e amados, não há necessidade de “segurar” tais impulsos e assim começa o ciclo de desobediência, irritabilidade, provocações, agressividade etc. Os pais, por sua vez, sentem-se esgotados, irritados e incapazes de lidar com tudo isso.

            Por isso, descrevo algumas dicas, a fim de possibilitar que os pais assumam novamente o controle, diminuindo desta maneira o desgaste natural que proporciona este transtorno.

            Estabeleça um ambiente seguro, a criança deve saber que não importa o quanto ela fique incontrolável, ainda sim você irá amá-la.         

            Determine rotinas e siga-as, a rotina faz com que a criança aprenda que há regras e horários que precisam ser seguidos, a organização é primordial para quem possui o TDO.

            Estabelecer limites é essencial para qualquer criança, principalmente, se ela apresentar sinais do Transtorno Desafiador Opositivo, determine comportamentos que não são adequados, liste-os (peça ajuda para seu filho) e explique que a cada quebra de regra há uma consequência. Lembre-se de cumprir com esses combinados toda vez que houver quebra de regras, caso contrário ele vai se sentir no controle novamente.

            Na medida do possível, mantenha um tom de voz gentil, suave, firme e autoritário (no sentido de autoridade).

            Não se esqueça o TDO é uma desordem, seu filho pode até querer obedecer, entretanto, ele não consegue manter esse autocontrole, por isso, os pais podem ajudar controlando o ambiente. Quando se muda o olhar fica mais fácil colocar em prática mecanismos que auxiliarão a criança e a família a conviver em harmonia.

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