Avós e Netos – Uma relação mágica ou um sinônimo de deseducação?

 

Por vezes, deparamo-nos com “provas” dos caprichozinhos dos avós, que nunca permitiríamos, mas será que isso é motivo para tanta preocupação?

Na visão dos avós, ter um neto é uma das coisas mais sublimes que se pode ter na vida. Os avós vivenciam, novamente, o “ser pais”, desta vez, com muito mais experiência, sensatez e sabedoria. Somente nossos pais têm a capacidade de contrariar nossas regras com tanta naturalidade. Entretanto, não há motivo para tanta inquietação – os avós não deseducam nossos filhos, eles apenas cumprem seu papel – são simplesmente avós, não têm as mesmas preocupações que os pais, apenas querem deleitar-se da companhia dos pimpolhos.

Para que haja um bom convívio familiar, faz-se necessário, primeiramente, um bom relacionamento entre avós e filhos. Mesmo não aprovando a(o) companheira(o) de seu(sua) filho(a), procure apoiar e respeitar todas as decisões e regras por eles préestabelecidas – em relação às crianças.

Procure ajudá-los, uma vez que a chegada de um bebê muda radicalmente a vida do casal. O estresse de uma gravidez, por exemplo, desgasta tanto o homem quanto a mulher e toda ajuda neste período, será bem vinda. Contudo, muito cuidado! Não exceda a solidariedade, pois, de acordo com o ditado popular: “Seu limite termina quando começa o limite do outro”.

Relação Avós e Netos

 Sabe-se que a educação e formação dos filhos é tarefa única e exclusiva dos pais, são eles que planejam o “como, onde, quando e de que forma” educar, todavia, os avós podem e devem apoiar e auxiliar nesta tarefa.

Com o excesso de atribuições diárias dos pais, muitas vezes os netos passam a maior parte do tempo com os avós e é totalmente compreensível que a criança acabe confundindo as coisas. Outro fator relevante é o tempo e a paciência que os avós delegam aos netos, além da flexibilidade com as catástrofes do cotidiano.

Desde que os pais saibam manter seu posto de “capitães” do barco, não há nenhum problema em os avós defrutarem do posto de “coronel aposentado”. Avós não educam, porém, não devem ficar alheios ao comportamento dos netos, nada de permitir ou deixar para lá as travessuras ou malcriações, os avós também devem combinar regras e expor ideias quanto aos limites.

É importante que pais e avós não discutam sobre a educação das crianças na frente delas. Surgiu um problema? É justo que os pais exponham seus pontos de vista e que os avós reflitam sobre o assunto. “Vovô, seja tolerante e sapiente, pois tudo se resolverá”.

A relação avô/avó e neto ultrapassa qualquer outra relação familiar, é como um “elo mágico”, que ocorre naturalmente.

Por isso, não necessita de mimos excessivos, e sim de um tempo de qualidade, quantas aventuras podem ser feitas ou quanta coisa um(a) avô/avó pode ensinar à seu neto.

“Aos olhos de um neto, os avós são considerados como segundos pais, segundos professres e sempre como primeiros melhores amigos!”.

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